domingo, 30 de outubro de 2016

Tempo e espaço 
Espaço e tempo
Tempo-espaço
Tempo passa
Não passo o tempo
Espaço
Tempo
Infinito....

Neide Higino

Sentimentalidades


Mora em teu olhar
O doce negro do eterno
Preenchendo todo o ar
De um sentimento doce e terno

Tão brilhante é teu sorriso
Que nem o sol brilha mais
É visão do paraíso
Esculpida por teus pais

Quando te vejo passar
Eu suspiro na volta e na ida
É a companhada da brisa do mar
Nervoso, calo minha boca ressequida

Meu coração interpola
De tépido a desvairado
Vai da minha cabeça até a sola
Me deixando judiado

Até que então me cumprimenta
Eu nervoso de nada sei
Transpiro desesperado
Oh, céus! Perdi minha rima!

Nilo da Silva

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A crush


Eu te vejo de repente
E tu me abres um lindo sorriso
Sem esperar algo diferente
Em delírios, eu briso

Não há muito pra dizer
Pois tu, sem palavras
Deixas meu ser
Me roubas, desatinas e escalavras

Yago Antunes

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Phoebis philea



Borboleta linda e livre
Bateu asas e voou
Levando na bera das asas
Mil histórias de amor

Ela trás grande felicidade
Nas pontas de suas antenas
Pois pousa em sorrisos
Esquecendo-me de meus problemas

Borboletas são memórias
São segundos eternos
Como um beijo sobre a grama em capas de cadernos

Borboletas vem no vento
Trazendo na minha vez
Esperança e alegria
Penas elas viverem só um mês

Yago Antunes

Meu fim


meus poemas já não têm
mais gosto de mel
pois meus dias estão sem
as cores de arco ires no céu

minhas manhãs chuvosas
minhas noites frias
meus jardim sem rosas
meus meses sem dias

você era o cheio do vaso
as vogais de minhas palavras
os pronomes do nosso caso
os minérios de minhas lavras

que deus permita meu fim
calmo e em paz
para que assim
eu volte a ser o mesmo rapaz

Nilo da Silva

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Não nasci para isso


Português nunca foi minha matéria predileta 
Se engana quem acha que eu nasci poeta
Eu nasci pelado, banguela e careca 
Filho de Wania e bisneto de Zeca 

Eu amei, não um amor poético 
Amei intensamente, com um amor patético 
Sem pensar no estético 
E nem saber o que era ético 

Mas certamente, eu não nasci pra ser boneco
Não sou homem de xaveco
Nem poeta de boteco
Vivo lutando pra não escrever um texto furreco


Yago Antunes

terça-feira, 25 de outubro de 2016


Queria ter o dote


queria ter o dote
para fazer um poema bendito/bem dito
lê-lo com um afago e um fagote
mas não sei fazer um tão bonito


nada é como sua felicidade
que voa livre de flor em flor
que mesmo com o passar da idade
nunca munda o doce sabor


meu poema nunca será assim...
lírico, simples e doce
que em seu ar divino, serafim.


nunca houve um verso que fosse
capaz de descrever a totalidade do momento
mas há tantos para no fim, exaltar meu lamento


Yago Antunes

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Do mármore branco


Do mármore branco
Sua pele foi feita
Esculpida de flanco a flanco
De maneira perfeita

Os cabelos certamente
São fios de ceda pura
Do vermelho mais quente
Que quem não vê acha loucura

A beleza real 
Está além do corpo dela
É sua educação imperial 
E sua fofura singela

Deus, eu vejo
Que ela é um anjo teu
E por um único beijo
Eu daria o coração que é meu


Yago Antunes

domingo, 23 de outubro de 2016

Uma orquestra de sentimentalidades 





minha voz fica muda
acelera o coração
escuto o som da tuba
depois do violão

minha mão treme, passo mal
minha perna balança mole
então o som do chimbal
depois a gaita de fole

tento falar, a língua embola
meu sistema nervoso todo pira
aparece a castanhola
seguida por violino e lira

ela se vai e tudo termina
mas minha euforia também tem fim
cessam os sons da ocarina
zabumba, maracas e tamborim


Nilo da Silva


A Utopia
Você a mim foi um sonho
Uma inalcançável utopia
Nunca imaginei que
Poderia lhe ter um dia
Hoje pode ser real
Quero que meu esforço
Valha a pena no final
Esperei por tanto tempo
Mesmo sem esperar
Sei que não será fácil assim
Mas darei o melhor de mim
Pra você eu  conquistar

Pisces

Poemas lunares




Mensagem  Lunar
A Lua me disse algo,
Que eu não pude entender.
A Lua me disse algo,
Que penetrou em meu ser.
A Lua me disse algo,
E eu não sei o que fazer.
A Lua me disse algo,
Que não saberei até morrer.
A Lua me disse algo,
Que não consigo descrever.
A Lua me disse algo,
Que irá me enlouquecer.
A Lua me disse algo,
Que jamais conseguirei dizer.


Pisces


Rainha  da Noite
Ela olhou para mim,
Dentro do meu Eu.
Ela me encantou,
Ela me surpreendeu.
A senhora da noite,
Iluminadora do breu
Reponda-me, ó Lua!
Por que a mim escolheu?
A Mãe da obscuridade,
Algo em mim percebeu.

Pisces
Da água para a terra

Você é filha de Hermes
E eu de Netuno
Você se apega ao real
Eu ao absurdo
Você é a total razão
Eu a emoção

Na roda do zodíaco
Fazemos oposição
Regida pela mente
E eu pelo coração

Mesmo após esse tempo
Nenhum tipo de misticismo

Entre o céu ou firmamento
Responderá por que você
Habita o meu pensamento


Pisces

meu amor dado a vós




Amei-vos senhorita
Como nunca amei alguém
Amor de alexandrita 
Que muito me fizera bem

Há balburdio em meu peito 
Quando lembro-me de ti
Sou predicativo sem sujeito
Pois partiu e eu morri

Descontente me afundo 
Em festas de Baco
Espalhadas pelo mundo
Tentando curar do peito o buraco

Hodierno sou lacuna
Vago espaço
Transito de peito inóspito 
Esperando por um abraço
Quente  e hóspito 


Nilo da Silva

sábado, 22 de outubro de 2016

Meu singelo coração quebrado


eu amava Maria
mas Maria
de mim, não sabia

depois amei Geni
mas Geni
foi dar por aí

amei Amélia, amei Amora
amei até a Zulmira
todas foram embora
meu coração, não há mais que o fira

este trapo, aqui pulsante
em meu peito costurado
te dou em um gesto elegante
para que por ti seja cuidado


Nilo da Silva

sexta-feira, 21 de outubro de 2016


O que é o amor?


Sabe o que é o amor?
É um turbilhão de sentimentos
É doer sem sentir dor
É fazer grande os pequenos momentos

É fazer o choro
Virar um sorriso
É ouvir um coro
Ao dar o beijo mais que preciso

É fazer os pés de alguém
Como meias
É um querer bem
Que corre dentro das veias


Nilo da Silva