Meu fim
meus poemas já não têm
mais gosto de mel
pois meus dias estão sem
as cores de arco ires no céu
minhas manhãs chuvosas
minhas noites frias
meus jardim sem rosas
meus meses sem dias
você era o cheio do vaso
as vogais de minhas palavras
os pronomes do nosso caso
os minérios de minhas lavras
que deus permita meu fim
calmo e em paz
para que assim
eu volte a ser o mesmo rapaz
Nilo da Silva
Nenhum comentário:
Postar um comentário