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quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Eu nunca acreditei
nos velhos poetas,
eu até zombava deles.
Ora, onde já se viu,
amar de uma forma
estupidamente irracional?
Amar ao ponto de não existir
longe da pessoa amanda?
Nunca pensei que isso
fosse acontecer comigo.
Eu que me achava
incrivelmente forte e sensata,
acabei caindo nessa armadilha,
na sua armadilha,
de amar. De amor.
Tem momentos, que eu te amo
e outros que te odeio
por me fazer te amar
desse jeito.
Você me faz desacreditar,
Você me faz suspirar.
Por que dói tanto assim?
Eu te pergunto.
Em resposta, você me diz:
Não sei.
Não quero ser seu
pronome possessivo,
porém muito menos
um artigo indefinido.
Demorei muito para entender
as regras da língua portuguesa,
às vezes, acho que eu não entendo até hoje,
mas eu sei o bastante
para não querer ser um
substantivo comum em sua vida.
Quem sabe posso ser um numeral,
o número 1
e junto podemos formar o 2,
esquecendo o resto, pois eles são apenas interjeições desnecessárias.
Se eu pudesse escolher
um advérbio de tempo,
escolheria o agora.
Catarina Romeiro
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