quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Minha lágrima é a introdução
dessa dor que virou poesia.
No papel escrevi a decepção
Que é o refrão da minha melodia.

A arte é a expressão da dor
Disparada como uma bala
Numa boca cheia de amor
Que agora nem mais fala.

No amor nunca tive sorte
E nem sempre fui confiante
Meu coração está cheio de morte
E ausente de um amante.

Minha alma era como criança
Cheia de sonhos e amor
Agora, sem esperança
Só habitam as trevas e a dor.


Julio Amorim

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